
Um grupo de cientistas identificou sinais de atividade tectônica recente no lado oculto da Lua. A descoberta coloca em xeque a visão aceita até hoje de que sua superfície do satélite natural da Terra estava inativa há bilhões de anos.
De acordo com os pesquisadores, o resultado das análises feitas sobre a geologia da Lua indicam que ela não é tão “geologicamente morta” quanto se imaginava até então. Este novo entendimento pode ajudar no planejamento de futuras missões lunares.
Durante o trabalho, a equipe usou técnicas avançadas de mapeamento e modelagem. Isso permitiu a identificação de 266 cumes anteriormente desconhecidos no lado oculto da Lua. Estes locais geralmente estão agrupados em áreas vulcânicas estreitas e indicam possíveis fraquezas subjacentes na crosta lunar.
A datação foi feita com uma técnica chamada contagem de crateras, que permite estimar a idade da superfície analisando a densidade de crateras na região. De acordo com os pesquisadores, esses pequenos cumes parecem ter se formado nos últimos 200 milhões de anos, o que é relativamente recente na escala de tempo da Lua.
Ainda segundo os cientistas, “essas formas tectônicas estiveram recentemente ativas nos últimos bilhões de anos e podem estar ativas até hoje”. As conclusões foram descritas em estudo publicado no The Planetary Science Journal.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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