Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Semana termina com uma “revolução astronômica”; saiba detalhes

Semana termina com uma “revolução astronômica”; saiba detalhes

Além do solstício de verão, esta sexta-feira (22) também traz eventos astronômicos notáveis, como a conjunção da Lua com Júpiter e o “desaparecimento” de Mercúrio do céu noturno.

Finalizando a “turnê mensal” de dezembro pelos planetas do Sistema Solar, a Lua tem um encontro próximo com Júpiter às 9h30 da manhã (pelo horário de Brasília), quando ocorre o chamado appulse, termo que se refere à separação mínima aparente entre dois corpos no céu, de acordo com o guia de astronomia Starwalk Space.

A conjunção, em si, acontece quase duas horas mais tarde. O que diferencia as duas expressões é que, embora o termo “conjunção” também seja utilizado popularmente para representar uma aproximação aparente entre dois astros, tecnicamente, a conjunção astronômica só ocorre no momento em que eles compartilham a mesma ascensão reta (coordenada astronômica equivalente à longitude terrestre).

Este momento será às 11h24, quando a Lua vai passar a pouco mais de 2º ao norte de Júpiter. Do ponto de vista de um observador baseado em São Paulo, a dupla estará visível das 14h34 até quase 2h da madrugada. Ou seja, nem o appulse nem a conjunção poderão ser observados, mas a dupla ainda estará bem próxima no céu quando estiver acessível.

A Lua estará com -12.5 de magnitude, e a de Júpiter será de -2.7, com ambos na constelação de Áries. Quanto mais brilhante um objeto parece, menor é o valor de sua magnitude (relação inversa). O Sol, por exemplo, que é o objeto mais brilhante do céu, tem magnitude aparente de -27.

O par não estará próximo o bastante para caber dentro do campo de visão de um telescópio, mas será visível a olho nu ou com um par de binóculos.

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