Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

Semana traz afélio lunar, Superlua Azul e última conjunção astronômica do mês

Semana traz afélio lunar, Superlua Azul e última conjunção astronômica do mês

Você já iniciou a semana sabendo que vai ser “daquelas”? Cheia de compromissos, reuniões, trabalho… Acredite: a Lua também enfrenta essa mesma situação. O satélite natural da Terra está “com a agenda lotada” – inclusive, protagonizando um grande espetáculo chamado Superlua Azul.

Conforme citado acima, na terça, a Lua alcançará o afélio, que é o ponto de sua órbita mais longe do Sol. Segundo o guia de observação astronômica InTheSky, isso acontece às 5h36 da manhã, quando ela estará a 1,0122 unidades astronômicas (UA) da nossa estrela hospedeira –  algo em torno de 151,8 milhões de km. (Todos os horários mencionados têm como referência o fuso de Brasília)

Nesse momento, a Terra estará entre a Lua e o Sol, a uma distância de 1,01 UA do astro rei (aproximadamente 151,5 milhões de km).

De forma bem simples e resumida, uma Superlua ocorre quando o nosso satélite natural chega à fase cheia praticamente ao mesmo tempo em que faz sua aproximação máxima com a Terra (atingindo o ponto chamado de perigeu).

“Mas, sem saber o quão perto a lua cheia precisa estar da Terra, não dá para cravar se esta ou aquela lua cheia é uma Superlua”, explica o colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita, que é presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON).

Segundo Zurita, até existem algumas tentativas de criar uma definição científica, completa e definitiva para o termo, mas é difícil chegar a um consenso, e talvez isso tenha algo a ver com ele vir da astrologia. “Na astronomia, sua utilização é recente e tem se mostrado uma boa forma de popularizar a ciência, mas muita gente ainda ‘torce o nariz’ para o termo, por considerá-lo um nome mercadológico para ‘vender’ a Lua Cheia no perigeu, que, na prática, não tem nada de super, nem representa nenhum fenômeno de interesse científico”.

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