Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

Sensação térmica passa dos 60ºC no Rio durante fim de semana

Sensação térmica passa dos 60ºC no Rio durante fim de semana

O Rio de Janeiro (RJ) registrou sensação térmica de 62,3ºC na estação de Guaratiba, na zona Oeste, no domingo (17), segundo o Sistema Alerta Rio. Esta foi a maior já registrada pelo órgão, mas o recorde anterior não estava tão longe. No sábado (16), o sistema tinha registrado sensação térmica de 60,1ºC no mesmo local.

Assim, os dois dias do fim de semana tiveram a maior sensação térmica já registrada desde 2014, quando o órgão começou a fazer medições. Segundo o G1, meteorologistas apontam que a região de Guaratiba têm características geográficas que favorecem a ocorrência de temperaturas e umidades relativas do ar elevadas, principalmente durante a manhã.

A sensação térmica é a percepção que o corpo humano tem da temperatura do ar, influenciada por outros fatores além da temperatura em si. Ela pode ser maior ou menor do que a temperatura real, dependendo da umidade do ar, da velocidade do vento e da radiação solar.

Existem diversas fórmulas para calcular a sensação térmica, mas a mais utilizada é a do National Weather Service (NWS) dos Estados Unidos. Essa fórmula leva em consideração a temperatura do ar, a umidade do ar e a velocidade do vento.

Apesar de ter registrado uma sensação térmica que beirou o absurdo, o Rio não é o único lugar assolado pela onda de calor atual, prevista para se estender até esta quarta-feira (20) – o último dia do verão. São Paulo (SP), por exemplo, registrou no sábado seu dia mais quente de 2024. O dia também teve a maior temperatura para marco em ao menos 81 anos, conforme publicado pelo jornal Estadão.

Essa onda de calor – a terceira deste ano – atinge cinco estados: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Aliás, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão dentro de uma espécie de “bolha de calor“. Neste fenômeno, uma grande massa de calor fica estacionada na atmosfera. E o pior: é como se ela fosse blindada a chuvas e frentes frias.

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