
Os pesquisadores encontraram uma estrela de nêutrons que desafia todas as teorias que descrevem esses objetos, isso porque essa nova descoberta é muito mais lenta do que deveria ser.
Algumas estrelas gigantes quando chegam ao fim da vida explodem em supernovas, deixando para trás objetos extremamente densos que giram muito rápido, umas centenas de giros por segundo, enquanto emitem ondas de rádio.
No entanto, a nova estrela de nêutrons, descrita na revista Nature Astronomy, está muito mais lenta, em um período de 53,8 minutos. Chamada de ASKAP J1935+2148 suas emissões de rádio são separadas em três estados: um pulso brilhante com duração de 10 a 50 segundos, um pulso 26 vezes mais fraco que dura apenas 370 milissegundos e um período de repouso.
A estrela de nêutrons foi descoberta usando o telescópio ASKAP, localizado em Wajarri Yamaji Country, na Austrália Ocidental, depois disso, outro observatório de rádio MeerKAT, na África do Sul, também investigou o objeto.
As observações mostraram que os dois pulsos evoluíram ao longo de oito meses e o estado de silêncio foi intercalado entre eles. Isso é tão diferente do esperado, que se os pulsos não tivessem sido vistos no mesmo local do espaço, teriam dificilmente sido associados a mesma estrela de nêutrons.
Na verdade, não é nem certo que o objeto realmente seja uma estrela de nêutrons, existe a possibilidade que ele seja uma anã branca, o subproduto da morte de estrelas pequenas como o Sol. Caso seja esse o caso, é uma anã branca com campo magnético muito poderoso e excepcional, nunca observado, mas ainda provável de existência.
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