
Uma estrela a 105 anos-luz da Terra, conhecida como HD 110067, que ganhou notoriedade por abrigar seis exoplanetas em órbitas perfeitamente sincronizadas, pode ser significativamente mais jovem do que se pensava.
Estudos recentes sugerem que, em vez de ter oito bilhões de anos, a estrela teria apenas 2,5 bilhões de anos — descoberta que pode mudar as perspectivas de vida em seu sistema.
Segundo o LiveScience, a equipe liderada por Schröder reavaliou a idade da HD 110067 analisando suas atividade magnética e taxa de rotação. Medições de cálcio ionizado, detectado em atmosferas estelares, revelaram que a estrela é mais ativa do que o esperado para uma estrela de meia-idade.
Além disso, sua rotação — cerca de 20 dias terrestres para completar uma volta — é compatível com estrelas relativamente jovens. Em comparação, o Sol leva aproximadamente 27 dias para girar em torno de seu eixo.
A análise resultou em idade estimada de 2,5 bilhões de anos, com margem de erro de 800 milhões de anos. Essa descoberta, publicada na Astronomy & Astrophysics em novembro, foi corroborada por comparações com estrelas de características similares, como Sigma Draconis, na constelação de Draco.
A nova idade da HD 110067 também altera a compreensão da evolução de seus exoplanetas. A sincronia orbital, que, antes, se acreditava ser o resultado de bilhões de anos de interação gravitacional, pode ter se formado em apenas um bilhão de anos devido a fenômeno chamado bloqueio de maré. Nesse processo, planetas em órbitas internas se ajustam para manter um lado permanentemente voltado para sua estrela, semelhante à relação da Lua com a Terra.
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