Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Sol dispara explosões violentas em direção à Terra e afeta comunicação no planeta

Sol dispara explosões violentas em direção à Terra e afeta comunicação no planeta

Pouco antes do amanhecer de domingo (9), por volta das 4h (pelo horário de Brasília), foi registrada uma erupção solar de classe X1.8 – o tipo mais poderoso. O fenômeno ocorreu na mancha solar AR4274, uma região ativa próxima ao centro da face visível da estrela. A explosão provocou um apagão de rádio que afetou comunicações de alta frequência em todo o lado iluminado da Terra.

A erupção lançou uma ejeção de massa coronal (CME) em direção ao planeta, observada como um halo pelo coronógrafo LASCO C2. Esse instrumento fica a bordo do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) – satélite da NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) – e bloqueia a luz direta do Sol para permitir a observação da coroa externa.

De acordo com o guia de observação EarthSky.org, ao mesmo tempo, uma onda coronal se espalhou pela superfície do Sol, como um grande “tsunami” de energia magnética. No fim de semana, a região AR4274 também gerou várias erupções menores de classe C, indicando que a atividade solar naquele ponto estava muito intensa.

As ondas coronais (ondas solares extremas vistas em ultravioleta, ou EIT, na sigla em inglês), são grandes perturbações que se propagam pela atmosfera externa do Sol. Elas carregam energia magnética e partículas e podem desencadear ejeções de massa coronal ou intensificar tempestades geomagnéticas na Terra.

Pouco mais de 24 horas depois, a mesma região AR4274 entrou em erupção com uma poderosa chama X1.2, às 5h55 da manhã desta segunda-feira (10). Essa segunda explosão foi acompanhada por uma CME, cuja análise está em andamento para determinar um potencial de impacto na Terra. 

O apagão de rádio resultante do primeiro evento, que atingiu nível R3 (considerado forte na escala da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA – NOAA), interrompeu comunicações por mais de uma hora. Rotas aéreas sobre o Oceano Pacífico e operações de rádio marítimas no Oceano Índico foram especialmente afetadas.

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