
Cientistas do mundo todo monitoram o Sol há décadas. No final do último ciclo solar, em 2019, as previsões eram de que o próximo ciclo seria tão suave quanto seu antecessor. No entanto, não é isso o que está acontecendo.
Agora, equipes da NASA e da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) afirmam que a atividade solar está em uma trajetória crescente. O grande desafio é entender o que está acontecendo.
Apesar de termos vários dados sobre os últimos ciclos solares, prever como o Sol vai se comportar ainda é uma arte inexata. Por exemplo, por 70 anos, de 1645 a 1715, quase nenhuma mancha solar apareceu, um período que ficou conhecido como Mínimo de Maunder.
Já em 2008, os eventos foram mais uma vez de fraca magnitude. Por conta disso, os cientistas esperavam que o ciclo atual fosse apenas mais do mesmo. O que eles estão observando, no entanto, é um aumento considerável da atividade solar.
Um recente estudo publicado no The Astrophysical Journal Letters tenta decifrar parte deste mistério. Segundo os autores, analisar apenas as manchas solares apresenta, na melhor das hipóteses, um quadro incompleto do que está acontecendo com o Sol. Eles defendem que fenômenos como a pressão do vento solar também precisam ser levados em conta.
Para isso, no entanto, será necessário observar o que vai acontecer a partir de agora a nossa estrela. Com novos dados, quem sabe seja possível compreender melhor o que impacta a atividade solar e fazer previsões mais acertadas.
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