
Nesta quinta-feira (7), o Sol lançou um jato de plasma em forma de halo completo em direção a Marte, como se fosse um anel de energia. Modelos da NASA sugerem um impacto direto na segunda-feira (11), que deve produzir auroras ultravioletas ao perfurar uma pequena parte da atmosfera do planeta.
Ocasionalmente, as erupções solares podem lançar ao espaço jatos de plasma magnetizado e radiação conhecidos como ejeções de massa coronal (CME). Desta vez, não há qualquer ameaça à Terra.
Por aqui, as auroras se formam quando a radiação do vento solar é absorvida pelos gases na atmosfera superior, o que excita as moléculas e faz com que elas liberem energia na forma de luz. Isso geralmente só acontece perto dos polos do globo, onde o campo magnético protetor do nosso planeta (magnetosfera) é mais fraco.
Marte, no entanto, tem uma atmosfera muito fina, com cerca de 100 vezes menos gás do que a da Terra. Dessa forma, suas exibições de aurora são muito fracas em comparação às daqui, e geralmente só aparecem em comprimentos de onda ultravioleta.
O Planeta Vermelho também não tem uma magnetosfera adequada por causa de seu núcleo geologicamente morto. Assim, é um mundo coberto por campos magnéticos irregulares, em forma de cogumelo.
Como resultado, de acordo com a NASA, as auroras podem aparecer em quase qualquer lugar de Marte. E, por causa da fraca blindagem magnética do planeta, algumas CMEs são capazes de “corroer” a atmosfera marciana.
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