
Um novo estudo preliminar sugere que o Sol poderia ser transformado em um gigantesco telescópio natural dentro de algumas décadas, aproveitando um efeito previsto pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein.
A proposta analisa quais sistemas de propulsão seriam capazes de levar uma espaçonave até uma região específica do espaço onde seria possível usar nossa estrela como lente gravitacional — e indica que a missão poderia chegar lá em menos de 30 anos.
De acordo com a relatividade geral, a massa curva o espaço-tempo. Objetos suficientemente grandes, como estrelas ou buracos negros, produzem curvaturas significativas capazes de desviar a luz. Astrônomos já observam regularmente esse fenômeno, chamado lente gravitacional, quando a luz de objetos distantes é ampliada por um corpo massivo que se encontra no caminho.
Apesar de impressionantes, essas lentes naturais não são ajustáveis: ao contrário de um telescópio convencional, que pode ser girado, não é possível “mover” um aglomerado de galáxias para mudar o campo de visão.
Alguns cientistas propõem contornar essa limitação usando o próprio Sol como lente. Como há um objeto massivo relativamente próximo — nossa estrela —, bastaria posicionar instrumentos do lado oposto a ela e na posição correta para observar alvos distantes.
Esse método é conhecido como lente gravitacional solar (SGL, na sigla em inglês). A tarefa é facilitada pelo fato de que o foco não é um ponto único, mas uma linha focal que se estende pelo espaço.
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