
Na terça-feira (10), o Olhar Digital noticiou que, no dia anterior, uma mancha hiperativa no Sol sofreu uma erupção de classe X1.9 (o tipo mais poderoso), como parte de uma onda de sucessivos episódios semelhantes. Agora, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA revelou que outra explosão do mesmo tipo aconteceu pouco mais de 24 horas depois.
De acordo com a entidade, desta vez o evento se originou a partir de uma mancha recém-emergente que voltada em direção à Terra. O fenômeno foi registrado pelo Observatório de Dinâmicas Solares da NASA às 19h47 de terça, pelo horário de Brasília, e marca a terceira explosão da classe X em menos de uma semana.
The Sun emitted a strong solar flare on Jan. 10, 2023, peaking at 5:47 pm ET. NASA’s Solar Dynamics Observatory captured imagery of the event, which was classified as X1.0. https://t.co/utXNF8f3Rd pic.twitter.com/qSY7vc6QGG
Segundo a plataforma Spaceweather.com, a erupção lançou uma pluma de detritos no espaço e a radiação ionizou a atmosfera superior da Terra, provocando apagões de rádio em todo o Pacífico Sul.
O Sol tem um ciclo de 11 anos de atividade, e está atualmente no que os astrônomos chamam de Ciclo Solar 25. Esse número refere-se aos ciclos que foram acompanhados de perto pelos cientistas.
No auge dos ciclos solares, o Sol tem uma série de manchas em sua superfície, que representam concentrações de energia. À medida que as linhas magnéticas se emaranham nas manchas solares, elas podem “estalar” e gerar rajadas de energia.
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