Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de abril de 2022 · 2 min de leitura ·

Solar x Nuclear: estudo mostra qual tipo de energia seria mais benéfico em Marte

Solar x Nuclear: estudo mostra qual tipo de energia seria mais benéfico em Marte

Conforme as tecnologias de exploração espacial avançam, já há quem se pergunte qual será a melhor forma de se obter a eficiência energética na nossa eventual presença em Marte: será que devemos apostar na energia solar ou é melhor investir em uma já comprovada estrutura nuclear?

A resposta é uma só, segundo um novo estudo publicado no jornal científico Frontiers in Astronomy and Space Sciences: “depende”.

Apesar de todo o estigma carregado por acidentes catastróficos do passado, a energia nuclear é considerada “extremamente segura”, segundo a ONU. Ela funciona pela realização da fissão de átomos de urânio – basicamente, partir esses átomos para gerar energia. É uma forma de alimentação energética limpa, sem danos às pessoas nem ao meio ambiente.

Por outro lado, a energia solar, embora inferior em capacidade e funcionando apenas, bem, quando tem Sol (ou seja: durante a noite, os sistemas estariam usando reservas energéticas), poderia representar um salto tecnológico bem grande considerando o fato de que Marte tem uma atmosfera muito fina e a incidência da nossa estrela no planeta é imensamente maior do que na superfície da Terra.

Pensando nisso, pesquisadores da Universidade da Califórnia-Berkeley consideraram o cenário de uma missão tripulada com seis astronautas. Ao final do estudo, a conclusão foi que a energia solar teria mais benefícios de médio e longo prazo, mas nas regiões polares de Marte, a energia nuclear levaria vantagem.

Isso porque nas regiões polares, o ambiente é mais extremo, com ventos mais intensos e menor incidência da luz do Sol. Neste ambiente, a estrutura nuclear mais robusta produziria uma maior capacidade energética, mantendo a missão alimentada por mais tempo e com mais intensidade.

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