
Embora sua atmosfera não tenha oxigênio o bastante para sustentar a vida humana, a Lua é rica nesse elemento – preso nas rochas na superfície. Mas, se as pessoas não “respiram pedras”, como a abundância desse gás em solo poderia garantir a sobrevivência de seus visitantes?
De acordo com um artigo publicado nesta semana pelo pesquisador de solo da Southern Cross University, John Grant, no site The Conversation, a camada superior de solo rochoso da Lua, conhecida como “regolito”, contém oxigênio suficiente para, provavelmente, sustentar 8 bilhões de pessoas por cerca de 100 mil anos.
“Juntamente com os avanços na exploração do espaço, recentemente vimos muito tempo e dinheiro investidos em tecnologias que poderiam permitir a utilização eficaz dos recursos espaciais”, escreveu Grant. “E na vanguarda desses esforços está um foco nítido em encontrar a melhor maneira de produzir oxigênio na Lua”.
Segundo o pesquisador, o segredo está em um processo chamado eletrólise, que consegue produzir oxigênio a partir da poeira lunar.
“Na Terra, esse processo é comumente usado na indústria, como na produção de alumínio”, afirmou. “Uma corrente elétrica é passada através de uma forma líquida de óxido de alumínio (comumente chamada de alumina) por meio de eletrodos, para separar o alumínio do oxigênio.”
É isso que um rover da Austrália, em uma parceria entre a Nasa e a Agência Espacial Australiana, está sendo programado para fazer. De acordo com Anthony Murfett, vice-presidente da entidade australiana, o país planeja construir uma sonda semi-autônoma de 20 kg, que será enviada pela Nasa à Lua em 2026, com o objetivo principal de extrair oxigênio da superfície lunar.
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