Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Somos mais parecidos com os neandertais do que pensávamos; veja semelhanças

Somos mais parecidos com os neandertais do que pensávamos; veja semelhanças

Tente imaginar como eram os neandertais, nossos ancestrais hominídeos. Você provavelmente pensou no estereótipo típicos dos “homens das cavernas”. Esse retrato não é completamente infundado, já que, desde as primeiras descobertas sobre esse povo, o preconceito prevaleceu, os descrevendo como primitivos, brutos e tão inteligentes quanto macacos.

Conforme as pesquisas continuam e a ciência avança, estudos recentes descobriram algo surpreendente: os neandertais podem não ser tão diferentes de nós, Homo sapiens, quanto pensávamos. Inclusive, alguns humanos modernos têm DNA neandertal.

A ciência tem avançado no campo da paleogenômica, ue analisa o DNA antigo para reconstruir genomas de organismos extintos. Vale ressaltar que, por se tratar de uma vertente relativamente nova, os resultados não são concretos. A ideia é levantar possibilidades.

Como lembrou o IFLScience, os primeiros neandertais foram descobertos na primeira metade do século XIX. O primeiro foi um crânio de bebê em uma caverna belga em 1829, seguido de restos mortais descobertos em Gibraltar em 1848. Na época, esses hominídeos eram considerados primitivos e brutos, além de nada inteligentes.

Nas últimas décadas, as pesquisas têm se tornado mais avançadas e mostraram que, ao contrário do que pensávamos, os neandertais têm características em comum com nós, humanos (ou nós temos características em comum com eles).

Por exemplo, estudos recentes apontaram que os hominídeos em questão tinham habilidades cognitivas que acreditávamos serem exclusivas dos Homo sapiens (mas em menor extensão). Além disso, eles sabiam produzir e usar ferramentas, produzir farinha, se comunicar com símbolos e usá-los em rituais, e usar remédios à base de plantas para cura.

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