Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Sonda Juno revela detalhes do que acontece por baixo das nuvens de Júpiter

Sonda Juno revela detalhes do que acontece por baixo das nuvens de Júpiter

A sonda Juno, da Nasa, devolveu à Terra algumas informações interessantes, pertinentes ao que ocorre por baixo das nuvens de Júpiter. De acordo com as informações divulgadas pelas agência espacial norte-americana, esse provavelmente é o mapeamento em 3D mais completo que temos do maior planeta do sistema solar.

A nova análise veio graças ao uso do instrumento chamado “radiômetro de microondas” (MWR), pelo qual a Juno foi capaz de enxergar a uma profundidade maior de Júpiter, revelando alguns detalhes até então desconhecidos: o primeiro é o fato de que a mancha vermelha notável na superfície é, na verdade, bem mais profunda do que pensávamos – a tempestade representada por ela chega quase 500 km de altura.

Isso, aliado a um conhecimento prévio de que a tempestade tem aproximados 16 mil km de extensão. Em outras palavras, a tempestade tem um aspecto relativamente achatado, mas bem mais profundo do que se pensava anteriormente.

“Nós já sabíamos que ela vem durando por muito tempo, mas nunca descobrimos o quão funda ela é ou como ela funciona de fato”, disse Scott Bolton, chefe de investigação da missão Juno, pela Nasa, durante a coletiva que apresentou o vídeo acima à imprensa norte-americana.

Em termos técnicos, pensava-se anteriormente que as tempestades em Júpiter – das quais a Grande Mancha Vermelha é a maior – eram limitadas pela distância de chegada da luz solar no planeta gasoso. Em resumo, a superfície das nuvens é mais evidente. Ali, a luz do Sol penetra até certa distância e existe a condensação de água e amônia.

A realidade, entretanto, é outra: usando o mapeamento em 3D feito pelo MWR, os cientistas puderam perceber que a mancha vermelha está entre 200 km e 500 km para baixo, superando consideravelmente a distância atingida pela luz. Em uma comparação mais simplista, a distância do topo para a base da tempestade em Júpiter é um pouco maior que a da nossa superfície para a Estação Espacial Internacional (ISS).

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