
Depois de mais de três anos desde o seu lançamento, a sonda solar Parker, da NASA, finalmente conseguiu “tocar” o Sol, entrando na atmosfera de nossa estrela e começando a coleta de novas informações durante as cinco horas em que permaneceu na área.
A atmosfera solar tem um nome próprio – “coroa” – e a chegada nela resultou em um paper publicado no Physical Review Letters, em um manuscrito de acesso público e download gratuito.
“Isso marca a conquista do objetivo primário da missão Parker, bem como uma nova era de compreensão da física ao redor da coroa”, disse Justin C. Kasper, autor primário do paper e co-CTO interino da BWX Technologies.
“Essa conquista não apenas nos fornece um entendimento mais aprofundado da evolução do Sol e seus impactos no nossos sistema, mas tudo o que aprendemos sobre a nossa própria estrela também nos ensina sobre os astros no resto do universo”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA, em Washington.
De acordo com os dados preliminares da navegação da sonda, a borda externa do Sol começa em um ponto conhecido como “superfície de Alfvén” – um ponto específico onde as forças gravitacionais e magnéticas da estrela exercem controle direto sobre os ventos solares. Há quem pense que reversões inesperadas no campo magnético do Sol – o “efeito zigue-zague” (ou, no inglês, “solar switchbacks”) – nascem aqui.
“O conceito de enviar uma espaçonave para a atmosfera magnetizada do Sol – perto o suficiente para que a energia magnética seja maior do que as energias térmicas, de íons e cinética – é mais antigo do que a própria NASA”, disse Kasper.
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