
Nesta quarta-feira (9), a Nasa divulgou que a sonda solar Parker fez uma grande contribuição para a ciência venusiana. Novas imagens da missão focada no Sol, capturadas durante um sobrevoo próximo de Vênus, mostram o planeta em luz visível pela primeira vez.
Segundo a agência espacial norte-americana, com o tempo e uma análise aprofundada, as novas imagens fornecerão informações valiosas sobre a geologia e minerais do planeta. “Combinando as novas imagens com as anteriores, os cientistas agora têm uma gama mais ampla de comprimentos de onda para estudar, o que pode ajudar a identificar quais minerais estão na superfície do planeta”.
Tais técnicas, de acordo com o comunicado da agência, já foram usadas para estudar a superfície da Lua. “Futuras missões continuarão a expandir essa gama de comprimentos de onda, o que contribuirá para nossa compreensão dos planetas habitáveis”.
A câmera de campo amplo da sonda (WISPR, na sigla em inglês) fez imagens de todo o lado noturno do planeta em luz visível, bem como luz infravermelha, revelando continentes, planícies e platôs no planeta encharcado de lava. Além disso, cientistas detectaram oxigênio na atmosfera de Vênus formando um círculo luminoso ao redor do planeta.
Ver a superfície em luz visível não é pouca coisa, tendo em vista que Vênus está permanentemente envolto por nuvens. Essa não é a primeira vez que a WISPR captura imagens do planeta; ela já o tinha feito durante um sobrevoo em julho de 2020, o terceiro da missão.
Projetada para captar sutilezas no fluxo constante de partículas que emanam do Sol, conhecido como vento solar, a WISPR também mira Vênus em razão de suas capacidades também funcionarem bem no planeta, não apenas mostrando seus topos de nuvens, mas até mesmo espiando até a superfície. “As nuvens obstruem a maior parte da luz visível proveniente da superfície de Vênus, mas os comprimentos de onda visíveis mais longos, que beiram os comprimentos de onda quase infravermelhos, passam por elas”, explicou a Nasa em comunicado.
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