Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de setembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Sonda Solar Parker sobrevive em uma intensa tempestade solar e fornece dados sobre o evento

Sonda Solar Parker sobrevive em uma intensa tempestade solar e fornece dados sobre o evento

Em setembro de 2022, o Sol emitiu uma grande quantidade de plasma e campos magnéticos, sendo uma das maiores ejeções de massa coronal já vistas desde que começamos a observá-lo de perto. A sonda Solar Parker capturou todo momento e agora, um ano depois, a NASA divulgou um relatório do que aconteceu.

As ejeções de massa coronal (CME) são menos conhecidas que as erupções e manchas solares, mas são o evento mais perigoso para os habitantes do Sistema Solar interno, envolvendo protons e eletrons em um poderosos campo magnético que pode derrubar satélites e causar problemas nos sistemas elétricos na Terra.

A Solar Parker passou próximo a CME no dia 5 de setembro de 2022, e mesmo depois disso continuou enviando dados. No relatório da NASA é descrito os efeitos desse evento no Sistema Solar, assim como a capacidade da sonda em observá-los.

Os dados recolhidos pela sonda indicam que as ejeções de massa coronal são responsáveis pela limpeza da poeira espacial, ionizando-a e empurrando-a para longe do Sol, algo que já havia sido teorizado há 20 anos.

Essas interações entre CMEs e poeira foram teorizadas há duas décadas, mas não haviam sido observadas até que a Parker Solar Probe viu uma CME agir como um aspirador de pó, tirando a poeira de seu caminho.

A poeira espacial é geralmente deixada para trás pelos cometas, enquanto eles se aproximam do Sol e o gelo que os mantém unidos evapora, ou pela colisão de asteroides. Conforme o relatório, a CMEs parecem ser responsáveis por espalhar esse material de forma mais uniforme.

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