
Recentemente, a Agência de Desenvolvimento Espacial dos Estados Unidos usou lasers para transmitir dados com mais segurança e na velocidade da luz entre satélites militares. Isso facilitou o rastreamento de mísseis inimigos e permitiu que eles fossem derrubados, caso necessário.
Mas há um detalhe nesta conquista tecnológica dos EUA: a atuação da SpaceX. A empresa de Elon Musk desenvolveu algumas das peças-chave desse novo sistema, colocando a companhia efetivamente dentro do ramo da espionagem.
Apesar do aumento da participação da empresa no ramo, nem tudo são flores para a SpaceX. Isso porque representantes da própria Casa Branca não escondem alguns temores.
A companhia já provou ser um fornecedor rápido e relativamente barato de muitas das ferramentas de que as agências militares e de espionagem precisam. No entanto, a principal preocupação do Departamento de Defesa é ficar dependente demais de uma única empresa.
O fato de o dono da SpaceX não ter uma boa relação com o atual presidente Joe Biden (e apoiar abertamente a candidatura de Donald Trump à presidência do país) também liga um sinal de alerta na Casa Branca.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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