
As empresas norte-americanas Nanoracks, Voyager Space e Lockheed Martin anunciaram nesta quinta-feira (21) a intenção de construir uma estação espacial privada chamada Starlab, que deve entrar em operação até 2027.
Segundo as empresas, a Starlab está sendo desenvolvida para fomentar o crescimento da economia espacial, e atender à demanda reprimida por serviços relacionados ao espaço como em áreas como pesquisa de materiais ou crescimento e estudo de plantas em microgravidade.
Os elementos básicos da estação espacial Starlab incluem um grande habitat inflável, projetado e construído pela Lockheed Martin, um nó de atracação metálico, um módulo de energia e propulsão, um grande braço robótico para movimentação de cargas úteis e um laboratório “estado da arte” que contará com todos os recursos necessários para conduzir pesquisas, ciência e manufatura.
A estação será levada ao espaço completa, com um único lançamento, e terá um volume interno de 340 metros cúbicos, capaz de sustentar a presença contínua de 4 astronautas. Painéis solares fornecerão 60 kW de energia. Para comparação, a Estação Espacial Internacional (ISS) tem volume interno de 960 m3, equivalente a um Boeing 747.
O habitat se chamará Parque Científico George Washington Carver (GWC), em homenagem a um cientista negro norte-americano que, no início do século XX, desenvolveu e promoveu técnicas para aumentar a produtividade agrícola e impedir a exaustão do solo nos EUA.
A agência espacial norte-americana (Nasa) já havia afirmado recentemente que esperava substituir a Estação Espacial Internacional (ISS), ao final de sua vida útil, entre 2028 e 2030, por uma estação comercial.
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