
Mesmo diante dos problemas relacionados à invasão russa à Ucrânia, as empresas espaciais locais continuam trabalhando e desenvolvendo tecnologias. A Promin Aerospace é uma dessas empresas que estão superando a interrupção sem precedentes da vida normal.
Ao longo dos últimos meses, a startup vem desenvolvendo um conceito de foguete de autocombustão, uma ideia baseada em tecnologia autofágica, que, ao pé da letra, significa “devoradora de si mesma”.
A empresa já realizou os três primeiros testes no motor para o seu conceito de veículo de lançamento, o que permitiu melhorias no design, bem como verificou a viabilidade da ideia central.
Vitaly Yemets, cofundador e CTO da Promin Aerospace, foi quem propôs o núcleo da tecnologia autofágica da empresa, que incorpora um casco composto por propulsor de combustível sólido para um foguete de estágio único.
A ideia é que o veículo “se consuma” quase inteiramente durante a duração do voo, deixando quase nenhum detrito no espaço. Além disso, o foguete se torna mais eficiente à medida que sobe, uma vez que vai reduzindo sua massa durante o processo de autofagia.
Segundo a startup, o desenvolvimento do motor autofágico é o primeiro passo para criar um veículo de lançamento completo que leve em consideração tanto os problemas de lixo espacial quanto questões relacionadas à reentrada de foguetes em partes. Esses pontos estão se tornando mais prevalentes à medida que mais empresas de foguetes entram em operação.
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