
Uma startup chamada Reflect Orbital, sediada em Hawthorne, na Califórnia, busca autorização da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para realizar testes com um satélite equipado com um grande espelho no espaço. A proposta é refletir a luz do Sol para a Terra durante a noite, criando iluminação artificial capaz de atingir áreas específicas do planeta.
A empresa afirma que a tecnologia poderia iluminar fazendas solares após o pôr do sol, além de fornecer luz para operações de resgate e iluminação urbana. O plano inicial envolve o lançamento de um satélite protótipo com um espelho de aproximadamente 18 metros de largura, que poderia ir ao espaço entre junho e agosto, durante o verão no hemisfério norte, caso receba autorização regulatória.
O conceito da Reflect Orbital é posicionar espelhos em órbita terrestre para redirecionar a luz solar para regiões específicas da superfície. O primeiro protótipo, atualmente quase concluído, terá aproximadamente o tamanho de um frigobar. Uma vez em órbita, a cerca de 640 km de altitude, o satélite abriria um espelho quadrado de quase 18 metros de largura.
Segundo a empresa, o dispositivo poderia refletir luz suficiente para iluminar uma área circular de cerca de 4,8 km de diâmetro na superfície da Terra. Observadores no solo veriam no céu um ponto luminoso com brilho semelhante ao da Lua cheia.
A Reflect Orbital afirma ter captado mais de US$ 28 milhões com investidores e planeja expandir rapidamente a tecnologia caso os testes iniciais sejam bem-sucedidos. O objetivo da companhia é lançar 1.000 satélites até 2028, ampliar para 5.000 até 2030 e chegar a 50 mil espelhos orbitais até 2035.
A proposta despertou dúvidas entre pesquisadores e especialistas. Para alguns críticos, o aumento artificial da iluminação noturna pode trazer impactos para pessoas, animais e plantas, especialmente por interferir nos ritmos circadianos, que regulam ciclos de sono, reprodução e migração em diversas espécies.
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