Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de junho de 2022 · 2 min de leitura ·

Sucesso! Blue Origin faz 5º voo suborbital e Victor Hespanha se torna o segundo brasileiro a ir para o espaço

Sucesso! Blue Origin faz 5º voo suborbital e Victor Hespanha se torna o segundo brasileiro a ir para o espaço

Neste sábado (4), a Blue Origin completou com sucesso seu quinto voo tripulado. A missão, chamada NS-21 (por ser o 21º voo de um veículo New Shepard na contagem geral da empresa), levou seis passageiros para um passeio inesquecível a pouco mais de 100 km de altitude. Originalmente programada para o dia 20 de maio, a viagem foi adiada em razão de problemas técnicos identificados na espaçonave.

The moment a dream becomes real for a #NewShepard astronaut. #NS21 pic.twitter.com/GC52QdLbd6

O foguete decolou do Launch Site One da Blue Origin, em Van Horn, oeste do estado norte-americano do Texas, às 10h26 (pelo horário de Brasília), 26 minutos depois do previsto. Entre os tripulantes estava o engenheiro de produção civil Victor Correa Hespanha, agora, oficialmente, o segundo brasileiro da história a ir para o espaço. O primeiro foi o ex-astronauta e ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. 

Além do brasileiro, também estavam a bordo da espaçonave: o engenheiro e investidor Evan Dick, a ex-líder de testes da NASA e primeira pessoa do México a ir para o espaço, Katya Echazarreta, o piloto de jatos corporativos e empresário Hamish Harding, o também empresário e caçador de aventuras Jaison Robinson e o comandante aposentado da Marinha norte-americana e explorador Victor Vescovo, que é cofundador da empresa de investimento em capital privado Insight Equity.  

Poucos minutos depois da decolagem, o primeiro estágio do foguete aterrissou verticalmente próximo ao local de lançamento, seguido pela cápsula RSS First Step, que pousou no deserto com a ajuda de paraquedas.

Assim como nas missões anteriores, o NS-21 foi um voo suborbital. Isso significa que a cápsula e seus tripulantes seguiram uma trajetória parabólica, subindo até uma altitude máxima de 106,9 km e descendo logo em seguida. Não há “voltas” ao redor da Terra, ao contrário dos voos orbitais como os executados pela SpaceX, que têm no mínimo 90 minutos (tempo de uma órbita) de duração.

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