
O El Niño em 2023 está sendo considerado um dos mais intensos já registrados e seus efeitos ainda vão ser sentidos em dezembro após uma intensa onda de calor. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelou seu mais novo boletim sobre o fenômeno mostrando os resultados de novembro e o que esperar do próximo mês.
De acordo com o boletim, o fim de novembro e as primeiras semanas de dezembro devem ser marcados justamente por tempestades resultantes do El Niño nas regiões Sul, Sudeste e parte da Centro-Oeste. No restante do Brasil, a seca deve prevalecer.
O Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram os principais estados atingidos pelas chuvas nas últimas semanas e a situação deve continuar crítica em dezembro. “Considerando-se a previsão de anomalia de precipitação para o período de 1 mês (15 de novembro a 14 de dezembro de 2023), há indicação de condições mais úmidas do que o normal em partes do norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, centro-sul de Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul de Minas Gerais e em parte do norte do Pará e Amapá”, diz o Inmet.
Apesar das chuvas intensas nessa parte do país, o Norte e Nordeste vem sofrendo com a seca, cenário que também deve se manter. “Para as demais regiões do país, a previsão indica o predomínio de condições mais secas do que o normal, com destaque para a região amazônica, principalmente, no setor mais central e sul da região”, diz outro trecho do relatório.
Além das mudanças nas precipitações, o documento ainda analisa a temperatura do Oceano Pacífico Equatorial, que está com uma temperatura em média 3°C acima do normal, causando o surgimento de nuvens profundas que desencadeiam em chuvas nas regiões citadas do Brasil.
É um fenômeno que ocorre quando as águas do Pacífico, próximas à Linha do Equador, passam por um aquecimento acima do normal por um período de no mínimo seis meses. Ele altera a formação de chuvas, a circulação dos ventos e a temperatura.
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