
2023 foi um ano histórico para o clima, mas no mau sentido. O aquecimento global combinado com o Super El Niño trouxeram recordes de temperatura em todo o mundo no período que deve fechar como o mais quente já registrado. Mas ainda não acabou e o Brasil pode esperar mais temperaturas astronômicas nos próximos dias.
De acordo com a Metsul Meteorologia, a previsão é que o pico de calor no país ocorra entre o fim de dezembro e o mês de janeiro. O verão deve contar ainda com “temperaturas muito acima da média na maior parte do Brasil”.
A primeira grande onda de calor do verão climático (trimestre dezembro a fevereiro) se registra neste momento com temperaturas altíssimas no Oeste, Norte e no Nordeste da Argentina, no Paraguai, na Bolívia, e nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, onde as máximas superam os 40ºC.
Até novembro de 2023, oito ondas de calor atingiram o Brasil, com destaque para a onda de calor que atuou entre os dias 8 e 19/11 devido ao número de dias consecutivos e ao recorde de temperatura de 44,8°C, ocorrido em Araçuaí (MG), no dia 19, sendo a maior temperatura já registrada nas estações meteorológicas do Inmet, superando os 44,7°C, ocorridos em Bom Jesus (PI), em 2005.
Pelo sexto mês consecutivo o mundo bateu recordes de temperatura. De acordo com o anúncio do observatório europeu Copernicus, novembro de 2023 foi o mais quente da história.
O mundo vem registrando esses recordes de forma consecutiva desde junho. Aliás, por conta disso, 2023 já é considerado o ano mais quente já registrado. O caso também não é isolado, já que os últimos oito anos formam o período mais quente da história.
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