
Uma pesquisa recente encontrou evidências de que bactérias resistentes a antibióticos podem ser transmitidas entre cães, gatos de estimação e humanos. Ao todo, sete pets analisados (seis de Portugal e um do Reino Unido) carregavam bactérias multirresistentes semelhantes às encontradas em seus donos.
A descoberta, segundo os pesquisadores, alerta para a importância de incluir pessoas com animais de estimação em casa em programas para reduzir a propagação superbactérias.
Eles se concentraram em bactérias resistentes às cefalosporinas de terceira geração, usadas para tratar meningite, pneumonia e sepse, e carbapenêmicos, considerados a última linha de defesa quando outros antibióticos não surtem efeito.
Em Portugal, um cão foi colonizado por uma estirpe de Escherichia coli multirresistente. Três gatos, 21 cães e 28 donos abrigavam Enterobacterales resistentes às cefalosporinas de terceira geração.
No Reino Unido, um cão também foi colonizado por E. coli multirresistente. Enterobactérias foram isoladas de cinco cães e três proprietários.
Neste estudo, fornecemos evidências de que bactérias resistentes a cefalosporinas de terceira geração, antibióticos extremamente importantes, estão sendo transmitidas de animais de estimação para seus donos. (…) Cães e gatos podem ajudar na disseminação e persistência dessas bactérias na comunidade e é de vital importância que sejam incluídos nas avaliações de resistência antimicrobiana.
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