Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Supernovas podem decifrar a energia escura e reescrever a história do Universo

Supernovas podem decifrar a energia escura e reescrever a história do Universo

Nos próximos meses, o Observatório Vera C. Rubin entrará em operação no Chile, prometendo revolucionar a astronomia ao detectar milhões de explosões estelares – eventos fundamentais para entender a energia escura, a força misteriosa que se acredita impulsionar a expansão acelerada do Universo.

Localizado no Cerro Pachón, o observatório iniciará sua missão de 10 anos chamada Levantamento do Legado do Espaço e do Tempo (LSST), coletando uma quantidade sem precedentes de dados sobre o cosmos. Entre suas principais descobertas estarão as supernovas do Tipo Ia, explosões de estrelas anãs brancas que funcionam como “faróis cósmicos” para medir distâncias no espaço.

As anãs brancas são os núcleos remanescentes de estrelas semelhantes ao Sol após consumirem todo o seu combustível nuclear. Normalmente, elas permanecem estáveis, mas, em alguns casos, podem explodir em supernovas.

Isso acontece quando uma anã branca faz parte de um sistema binário — ou seja, quando orbita junto com outra estrela. Se ela começa a roubar matéria de sua companheira, pode atingir um limite crítico de massa, conhecido como limite de Chandrasekhar. Ao ultrapassar esse ponto, a estrela entra em colapso e explode, liberando uma quantidade padrão de luz.

Essa regularidade torna as supernovas do Tipo Ia uma ferramenta valiosa para medir distâncias cósmicas. Como os astrônomos sabem exatamente quanta luz elas emitem, eles podem calcular a distância a que esses objetos estão com base no brilho observado. Esse método é essencial para entender a expansão do Universo.

Observar supernovas do Tipo Ia não é simples. Elas surgem sem aviso, brilham intensamente por algumas semanas e depois desaparecem. Os telescópios atuais captam esses eventos de forma esporádica, dificultando análises detalhadas.

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