Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de junho de 2023 · 2 min de leitura ·

Supostos casos de Zumbis no Haiti foram estudados por cientistas

Supostos casos de Zumbis no Haiti foram estudados por cientistas

No Haiti, há mais de 20 anos atrás, um grupo meio inusitado fez parte de um ensaio clínico: mortos-vivos. Mesmo que os três zumbis da pesquisa tenham feito isso voluntariamente, o estudo foi um verdadeiro caso do Scooby-Doo, onde os cientistas tentaram descobrir a identidade dessas pessoas que teriam morrido há muito tempo e voltaram dos mortos.

As crenças do voodoo haitiano dizem que as almas dos mortos podem ser capturadas por feiticeiros, conhecidas como bokors, é usada para reanimar cadáveres que acabaram de morrer, tornando-os em zumbis. Avistamentos deles são tão comuns no país que anualmente, a polícia local recebe até 1000 denúncias de mortos-vivos vagando pelas zonas rurais.

A pesquisa publicada em 1997 analisou os zumbis usando eletroencefalografia e testes de DNA, para verificar a atividade cerebral deles e se eles ainda estavam vivos. 

O primeiro zumbi era uma mulher que morreu com 30 anos e foi avistada 3 anos depois por familiares. A inspeção em seu túmulo revelou que ele estava cheio de pedras, alimentando ainda mais a crença de que ela era uma morta-viva.

De acordo com o que os cientistas escreveram na pesquisa “ela manteve a cabeça abaixada e andou extremamente devagar e rigidamente, mal movendo os braços”, além de não conseguir falar, “mas ocasionalmente murmurava algumas palavras incompreensíveis, mas estereotipadas”.

A eletroencefalografia apontou que não havia nada errado com ela, e a justificativa para o seu estado, era de que ela sofria de esquizofrenia catatônica. Mas eles não conseguiram explicar exatamente como ela voltou dos mortos.

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