
Mais de 20 anos depois de chegar a Marte, o rover Spirit voltou a surpreender cientistas. Uma nova análise de seus registros encontrou sinais de minerais que podem indicar a presença de água no passado do planeta vermelho.
O estudo, liderado pelo pesquisador Paulo de Souza, da Edith Cowan University, mostra que informações antigas de missões espaciais ainda podem revelar detalhes importantes sobre a história de Marte.
O rover Spirit pousou em Marte em 2004 e passou mais de seis anos estudando a superfície do planeta. Agora, uma nova revisão dos registros coletados pelo equipamento revelou pistas que ficaram escondidas por décadas.
Paulo de Souza, vice-reitor adjunto de pesquisa da Edith Cowan University (ECU) e integrante da missão Mars Exploration Rover, da NASA, analisou observações reunidas durante mais de 2.000 dias de operação do robô.
Durante o trabalho, o pesquisador encontrou sinais de hematita e magnetita alterada no solo marciano. Esses minerais são importantes porque podem surgir quando rochas entram em contato com água.
Publicada na revista Interactions, a pesquisa sugere que grandes áreas de Marte podem ter sido influenciadas pela presença de água em algum momento de sua história.
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