Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de março de 2023 · 2 min de leitura ·

Tartaruga-robô usada para estudar tubarões em Noronha

Tartaruga-robô usada para estudar tubarões em Noronha

O Projeto Tubarões e Raias de Noronha em parceria com ICMBIO Noronha tem trabalhado no arquipélago para entender o comportamento dos tubarões-tigre. Para observar esses peixes, os pesquisadores estão usando uma tartaruga-robô artificial como isca.

O arquipélago de Fernando de Noronha é o único refúgio em terras brasileiras dos tubarões-tigre, espécie ameaçada pela pesca predatória. No entanto, o animal tem frequentemente causado incidentes com banhistas do local.

Por causa disso, o estudo vem sendo desenvolvido para entender como os tubarões-tigres enxergam suas presas e as atacam. Os pesquisadores têm utilizado drones, câmeras aquáticas e subaquáticas para observar as movimentações do animal e como acontece os ataques.

Com a compreensão dos hábitos dos animais, os pesquisadores poderão aprimorar a segurança das praias, evitando os acidentes entre tubarões e banhistas. Além disso, eles também pretendem proteger os locais de alimentação e reprodução do animal e atualizar os planos de manejo da espécie no local.

A Baía do Sueste é uma das mais procuradas por banhistas e mergulhadores, mas desde de janeiro de 2022 encontra-se fechada para banho. Isso por causa de um incidente envolvendo um tubarão-tigre e uma criança de oito anos, que teve a perna amputada.

 Mais recentemente as atividades de mergulho também foram proibidas na região, por causa da constante presença dos animais na baía. Geralmente, os ataques acontecem porque os tubarões-tigres costumam confundir os banhistas com tartarugas, que são suas principais presas. 

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