
Uma equipe de pesquisadores identificou tatuagens em múmias do povo Chancay, que viveu no Peru por volta de 900 a 1533 d.C. A descoberta foi possível a partir de uma nova técnica baseada em lasers e fotografias de longa exposição.
A presença dos desenhos já era conhecida, mas eles desbotaram com o passar do tempo. Além disso, a tinta havia vazado para outras partes do corpo, impossibilitando a realização de maiores estudos para determinar o que seriam os símbolos que datam de 1.200 anos.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores tem como base a fluorescência estimulada por laser (LSF). Ao passar lasers sobre as múmias em uma sala escura e tirar fotografias de longa exposição dos cadáveres, os cientistas mostraram ser possível criar imagens com muitos detalhes que, sem isso, passariam batido por um simples exame de luz ultravioleta (UV).
A técnica LSF faz a pele a fluorescer em branco brilhante. Isso garante que a tinta preta à base de carbono das tatuagens se destaque claramente. Isso elimina quase completamente o problema dos desenhos de forma perdida ou desbotada.
O mesmo método pode ser utilizado também para estudar as tatuagens feitas por outros povos antigos. Dessa forma, a ideia dos pesquisadores é usar esta ferramenta para analisar diferentes culturas ao redor do mundo.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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