
Um novo estudo, publicado nesta quarta-feira (23) na revista Nature, descreve uma aplicação de tecnologia quântica que pode se tornar um marco com profundas implicações para a indústria, o conhecimento humano e a geologia da Terra.
Pesquisadores do Centro Nacional de Tecnologia Quântica em Sensores e Cronometragem do Reino Unido, na Universidade de Birmingham, fizeram o primeiro uso do mundo de um gradiômetro de gravidade quântica fora das condições de laboratório.
Desenvolvido sob um contrato entre o Ministério da Defesa e o projeto Gravity Pioneer, financiado pelo Reino Unido, o gradiômetro de gravidade quântica foi usado para detectar um túnel aberto a um metro abaixo da superfície do solo.
Segundo seus criadores, o sensor funciona detectando variações na microgravidade usando os princípios da física quântica, que se baseia na manipulação da natureza no nível submolecular.
Com o sucesso da abordagem, abre-se um caminho comercial para um mapeamento significativamente aprimorado do que existe abaixo do nível do solo. Entre as melhorias, destacam-se a redução de custos e atrasos em obras, ferrovias e projetos rodoviários; uma previsão mais precisa de fenômenos naturais, como erupções vulcânicas; a descoberta de recursos naturais ocultos e estruturas construídas, além da compreensão dos mistérios arqueológicos sem uma escavação que danifique o solo.
“Este é um ‘momento Edison’ em sensoriamento que transformará a sociedade, a compreensão humana e a economia”, declarou o professor de física de átomos frios Kai Bongs, coordenador e principal pesquisador do Centro Nacional de Tecnologia Quântica em Sensores e Cronometragem do Reino Unido.
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