Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Telescópio em montanha vulcânica no Havaí é alvo de polêmica

Telescópio em montanha vulcânica no Havaí é alvo de polêmica

Um telescópio localizado no topo da montanha vulcânica Mauna Kea, no Havaí, acabou de ser completamente desmontado. Essa é a primeira vez que isso acontece, e faz parte dos esforços para suavizar as tensões para a construção de um novo observatório, o Telescópio de Trinta Metros.

Segundo o Space.com, Mauna Kea é tido como um local sagrado para a população indígena local, que o considera o lugar onde a Terra encontra o céu. Assim, os 13 telescópios construídos lá desde a década de 1960 foram recebidos com manifestantes, que acreditam ser um sacrilégio a instalação de novos observatórios por lá. No entanto, para os astrônomos, a região oferece condições de observações incríveis. 

Assim, a comunidade científica tem tentado encontrar um equilíbrio para a construção do Telescópio de Trinta Metros, que deverá ser o segundo maior telescópio do mundo, e o maior em Mauna Kea.

Até algum tempo atrás, os telescópios na montanha vulcânica eram geridos pela Universidade do Havaí, mas recentemente, eles foram entregues à Autoridade de Mauna Kea, uma organização recém criada cujo objetivo é estreitar as relações com a comunidade indígena local. A Autoridade é formada por representantes do governo, da universidade e dos observatórios e pretende-se incluir também pessoas que entendam da cultura havaiana para orientar sobre o uso da montanha para fins científicos.

Apesar de existirem questões quanto ao financiamento da construção do Telescópio de Trinta Metros, os pesquisadores já estão trabalhando para caso sua construção realmente aconteça. Como parte do acordo para sua instalação, a Universidade do Havia concordou em desativar três observatórios localizados na montanha, sendo esse o primeiro deles. O telescópio escolhido foi o Hōkū Ke’a de 91 centímetros da Universidade do Havaí em Hilo, que era usado para ensino. 

O observatório não pode simplesmente ser demolido, na verdade, sua desativação precisou seguir quatro passos do “Plano de Descomissionamento”, como parte do Plano de Gestão Abrangente de Mauna Kea da Universidade do Havaí.

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