Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Telescópio James Webb encontra supernova mais distante já vista

Telescópio James Webb encontra supernova mais distante já vista

Esta é mais uma descoberta revolucionária do Telescópio Espacial James Webb (JWST): ele detectou a supernova mais antiga e distante já registrada, uma explosão estelar que ocorreu quando o Universo tinha apenas 1,8 bilhão de anos, de acordo com um comunicado da NASA, responsável pelo observatório.

Essa supernova foi encontrada junto a outros 80 eventos do tipo em um pequeno pedaço do céu que, visto da Terra, tem aproximadamente a largura de um grão de arroz mantido à distância de um braço.

Supernovas são eventos transitórios, já que seu brilho muda com o tempo. A descoberta de um novo grupo de supernovas distantes é bem empolgante porque estudar essas explosões pode fornecer informações valiosas sobre o desenvolvimento do Universo primitivo. Os pesquisadores apresentaram suas descobertas no dia 10 de junho, durante a 244ª reunião da Sociedade Astronômica Americana.

“Estamos essencialmente abrindo uma nova janela sobre o Universo transitório”, disse Matthew Siebert, astrônomo que lidera a análise das supernovas. “Historicamente, sempre que fazemos isso, encontramos coisas extremamente empolgantes e inesperadas”.

As supernovas são divididas em duas categorias principais: colapso de núcleo e explosões termonucleares descontroladas. No primeiro caso, estrelas com pelo menos oito vezes a massa do Sol esgotam seu combustível, colapsam e depois se expandem em uma grande explosão. A outra classe, conhecida como supernova do tipo Ia, ocorre quando duas estrelas, sendo uma delas uma anã branca, se aproximam. A anã branca suga hidrogênio da estrela vizinha, desencadeando uma reação descontrolada que culmina em uma explosão termonuclear.

As supernovas do tipo Ia são de particular interesse para os astrofísicos porque seu brilho é constante, o que as transforma em “velas padrão”. Essas “velas” são usadas pelos astrônomos para medir grandes distâncias e calcular a taxa de expansão do Universo, conhecida como constante de Hubble. 

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