
A temperatura média da superfície dos oceanos atingiu em julho de 2026 o maior patamar já observado, segundo o Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus, da União Europeia. A média global chegou a 20,96°C, superando o recorde anterior, de 20,89°C, registrado em 2023.
O resultado foi divulgado nesta segunda-feira, 10 de agosto, e está associado principalmente ao aquecimento excepcional de extensas áreas do Pacífico tropical, onde já estão presentes condições relacionadas ao El Niño. A previsão indicada pelo serviço europeu é de fortalecimento do fenômeno nos próximos meses.
Na Europa, o quadro também foi marcado por temperaturas oceânicas extremas, ondas de calor marinhas e impactos sobre ecossistemas e comunidades costeiras. No oeste do continente, o período entre junho e julho foi o mais quente da série histórica, acompanhado por seca, baixa umidade do solo e redução expressiva da vazão de rios.
O recorde da temperatura marítima ocorre em um cenário mais amplo de calor excepcional. Embora julho tenha sido o segundo mês mais quente já registrado em escala global para a temperatura do ar, a marca de 16,90°C ficou praticamente no mesmo nível de julho de 2025 e abaixo do recorde estabelecido em 2023.
Ainda assim, a média registrada no mês ficou 1,47°C acima do nível estimado para o período pré industrial, entre 1850 e 1900. O dado reforça a dimensão global do episódio, que não se restringiu às temperaturas da superfície marítima.
O Pacífico tropical teve papel importante nesse resultado. As condições associadas ao El Niño estavam presentes na região e, conforme as projeções citadas pelo Copernicus, devem ganhar força ao longo dos meses seguintes.
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