Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Tempestade geomagnética faz SpaceX perder dezenas de satélites da Starlink

Tempestade geomagnética faz SpaceX perder dezenas de satélites da Starlink

Uma atualização no site da SpaceX afirma que, devido a uma “tempestade geomagnética”, a empresa vai perder 40 dos 49 satélites da Starlink lançados na última quinta-feira (3). Ainda segundo o comunicado, a tempestade causou um aumento de 50% na força de arrasto da atmosfera.

Entenda por “arrasto” o atrito relativo entre uma espaçonave e a atmosfera. Quanto maior ele fica, menor a velocidade desenvolvida pelos satélites. E sem velocidade suficiente para se manter em órbita, eles caem. “Essas tempestades causaram um aquecimento na atmosfera, por isso a densidade atmosférica nas nossas altitudes de entrega de carga aumentou”, diz trecho do comunicado.

A SpaceX, monitorando a situação, disse que a tempestade geomagnética fez com que a empresa colocasse os satélites da Starlink em modo de segurança para se proteger do evento. Entretanto, o retorno deles às atividades normais não aconteceu.

“Análises preliminares mostram que o arrasto ampliado nas baixas altitudes impediu os satélites de deixarem o modo de segurança e começarem as manobras de elevação de órbita, então até 40 dos satélites que enviamos vão reentrar ou já reentraram na atmosfera da Terra”.

Em outras palavras: os satélites vão cair, se já não caíram. Segundo a SpaceX, felizmente nenhum deles oferece qualquer risco de choque com outros satélites e objetos no espaço, e eles devem se desintegrar durante a queda. Com isso, não haverá nenhum destroço e absolutamente nenhuma parte deles atingirá o solo.

A SpaceX propositalmente posiciona seus satélites da Starlink, sua plataforma de internet, em pontos mais baixos da órbita terrestre como medida de segurança. Segundo especialistas, isso é para prevenir que satélites e estágios descartados dos foguetes Falcon 9 contribuam para o acúmulo de lixo espacial. A cerca de 200 km de distância da superfície, satélites defeituosos ou estágios de foguete vão naturalmente reentrar na atmosfera da Terra e serão destruídos na descida.

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