
Em maio, uma poderosa tempestade geomagnética atingiu a Terra, causando auroras que puderam ser vistas em várias partes do globo. Esse mesmo evento que aconteceu a partir da atividade magnética solar também chegou a Marte alguns dias depois, tendo sido observado por rovers e orbitadores no planeta vermelho.
O MAVEN foi o que conseguiu a melhor visão das auroras desencadeadas pela tempestade geomagnética na atmosfera marciana. Diferente da Terra, Marte não possui um campo magnético, assim ao invés das partículas carregadas serem arrastadas para os polos, elas se espalham por todo o planeta.
Este foi o maior evento de partículas energéticas solares que a MAVEN já viu. Houve vários eventos solares nas últimas semanas, por isso vimos onda após onda de partículas atingindo Marte.
Já o Curiosity foi responsável por mostrar aos cientistas os efeitos das tempestades solares na superfície marciana. O instrumento RAD do rover mostrou quanta radiação a tempestade gerou nas suas proximidades. Se fosse um humano no local, ele teria recebido radiação equivalente a 30 radiografias do tórax.
Por fim, o 2001 Mars Odyssey recolheu detalhes sobre as partículas carregadas na órbita marciana. Mesmo que sua câmera estelar tenha ficado momentaneamente offline após ser atingida pelas partículas, ela conseguiu voltar a ativa para recolher dados raios-x e gama a partir seu Detector de Nêutrons de Alta Energia.
A quantidade de radiação que a superfície de Marte recebeu durante a tempestade geomagnética não seria mortal aos humanos, mas ainda é um recado do que precisaremos enfrentar quando chegarmos ao planeta vermelho. Tubos de lava e penhascos poderiam servir de proteção extra para humanos na superfície marciana, mas não é só isso que preocupa os pesquisadores.
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