
Maio de 2024 tem se mostrado um mês particularmente tempestuoso para o nosso Sol. Na primeira semana do mês, uma série de grandes erupções solares e ejeções de massa coronal (CMEs) lançaram nuvens de partículas carregadas e campos magnéticos em direção à Terra. Este fenômeno criou a tempestade solar mais forte a atingir o nosso planeta em duas décadas e uma das exibições de auroras mais impressionantes registradas nos últimos 500 anos.
“Estudaremos este evento por anos”, afirmou Teresa Nieves-Chinchilla, diretora interina do Escritório de Análise do Clima Espacial Moon to Mars (M2M) da NASA, conforme consta no site da agência espacial. “Isso nos ajudará a testar os limites de nossos modelos e o entendimento das tempestades solares.”
Os primeiros sinais da tempestade solar começaram no final de 7 de maio com duas fortes erupções solares. De 7 a 11 de maio, várias erupções solares intensas e pelo menos sete CMEs avançaram em direção à Terra.
Oito dessas erupções foram do tipo mais poderoso, conhecido como classe X, com a mais forte atingindo a classificação X5.8. Desde então, a mesma região solar lançou muitas outras grandes erupções, incluindo uma erupção X8.7 – a mais poderosa vista neste ciclo solar – em 14 de maio.
Viajando a velocidades de até 5 milhões de km/h, as CMEs se agruparam em ondas que alcançaram a Terra a partir de 10 de maio, criando uma tempestade geomagnética duradoura que atingiu a classificação de G5 – o nível mais alto na escala de tempestades geomagnéticas, não visto desde 2003.
“As CMEs chegaram praticamente de uma vez, e as condições estavam perfeitas para criar uma tempestade realmente histórica”, disse Elizabeth MacDonald, líder de ciência cidadã em heliosfísica da NASA e cientista espacial no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland.
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