
No decorrer de alguns dias deste mês, um imenso agrupamento de manchas solares designado AR3664 esteve voltado para a Terra. Durante esse período, foram produzidas diversas erupções solares nesta região, que chegou a medir mais de 15 vezes o tamanho do nosso planeta.
Entre essas erupções, merece destaque um evento classificado como X8.7, a maior tempestade solar do atual ciclo de atividades do Sol e a 17ª mais poderosa de todos os tempos.
Como consequência, tivemos belíssimos espetáculos de auroras que se estenderam até pontos normalmente não atingidos por esses eventos – como, até mesmo, a fronteira sul do Brasil. Além disso, sinais de comunicação via rádio e de GPS foram interrompidos.
Agora, com a movimentação do Sol em torno de seu próprio eixo, bem como a dos planetas ao redor dele, o “monstro hiperativo” AR3664 já não está mais direcionado à Terra.
No entanto, um outro planeta passou a estar na mira desse “atirador de elite”. Na manhã de segunda-feira (20), uma forte explosão detectada no Sol pelo Observatório de Dinâmicas Solares (SDO), da NASA, em conjunto com o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), uma parceria das agências espaciais americana e europeia, disparou uma ejeção de massa coronal (CME) em direção a Vênus – e os cientistas acreditam que ela se originou na mancha solar AR3664 ou na companheira AR3663.
De acordo com um modelo da NASA, o jato de plasma solar atingirá diretamente Vênus nesta terça-feira (21), potencialmente removendo uma pequena quantidade da atmosfera daquele planeta, segundo a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com.
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