Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Tempestade solar pode “arrancar” parte da atmosfera de Vênus

Tempestade solar pode "arrancar" parte da atmosfera de Vênus

No decorrer de alguns dias deste mês, um imenso agrupamento de manchas solares designado AR3664 esteve voltado para a Terra. Durante esse período, foram produzidas diversas erupções solares nesta região, que chegou a medir mais de 15 vezes o tamanho do nosso planeta.

Entre essas erupções, merece destaque um evento classificado como X8.7, a maior tempestade solar do atual ciclo de atividades do Sol e a 17ª mais poderosa de todos os tempos.

Como consequência, tivemos belíssimos espetáculos de auroras que se estenderam até pontos normalmente não atingidos por esses eventos – como, até mesmo, a fronteira sul do Brasil. Além disso, sinais de comunicação via rádio e de GPS foram interrompidos.

Agora, com a movimentação do Sol em torno de seu próprio eixo, bem como a dos planetas ao redor dele, o “monstro hiperativo” AR3664 já não está mais direcionado à Terra. 

No entanto, um outro planeta passou a estar na mira desse “atirador de elite”. Na manhã de segunda-feira (20), uma forte explosão detectada no Sol pelo Observatório de Dinâmicas Solares (SDO), da NASA, em conjunto com o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), uma parceria das agências espaciais americana e europeia, disparou uma ejeção de massa coronal (CME) em direção a Vênus – e os cientistas acreditam que ela se originou na mancha solar AR3664 ou na companheira AR3663. 

De acordo com um modelo da NASA, o jato de plasma solar atingirá diretamente Vênus nesta terça-feira (21), potencialmente removendo uma pequena quantidade da atmosfera daquele planeta, segundo a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com.

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