Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Tensão entre EUA e Rússia ressuscita medo de guerra nuclear no espaço

Tensão entre EUA e Rússia ressuscita medo de guerra nuclear no espaço

Os Estados Unidos alegaram, no começo de 2024, que a Rússia estaria desenvolvendo uma arma antissatélite (e possivelmente nuclear). O presidente russo Vladimir Putin negou. Mas aí o país vetou a proposta de reforçar o tratado que proíbe o uso de armas nucleares no espaço. E lançou um satélite militar. Com a escalada da tensão, voltou o medo de uma guerra nuclear nas estrelas.

O uso de armas nucleares no espaço, a depender das condições, afetaria tanto aliados quanto inimigos. Isso torna o custo político e estratégico de puxar o gatilho neste tipo de arma elevado. E desincentiva ações indiscriminadas. Pelo menos, em tese.

A escalada da tensão entre EUA e Rússia – no quesito “uso de armas nucleares no espaço” – foi, resumidamente, assim:

Uma detonação nuclear a 200 km de altitude causaria destruição em massa aos satélites, comprometendo serviços civis e militares, como comunicações, GPS e internet, além de afetar severamente operações financeiras. É o que projeta uma reportagem do El País.

A explosão geraria auroras artificiais intensas para quem estivesse na zona noturna, enquanto na zona próxima ao epicentro, o clarão e os raios X causariam danos devastadores. Daí os danos causados tanto em aliados quanto inimigos – seja em solo ou no espaço – citados no começo desta matéria.

Como alternativa, sugere-se o desenvolvimento de satélites capazes de emitir pulsos eletromagnéticos controlados. Esses pulsos desativariam satélites inimigos de forma localizada e sem necessidade de explosões nucleares.

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