Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de outubro de 2021 · 2 min de leitura ·

Teoria diz que buracos negros supermassivos trazem elementos do início do universo

Teoria diz que buracos negros supermassivos trazem elementos do início do universo

Segundo nosso conhecimento atual, buracos negros se formam a partir de explosões estelares – também conhecidas como “supernovas”. Entretanto, uma nova teoria aposta na hipótese de que os buracos negros supermassivos – versões gigantescas de seus primos tradicionais – surgiram, na verdade, junto do Big Bang, e trazem consigo elementos do início do universo.

A ideia tem fundamento científico, considerando que nós já sabemos que alguns buracos negros supermassivos se formaram quando o universo ainda era bem jovem – alguns já existiam antes dele completar um bilhão de anos. Considerando que muitas estrelas são consideravelmente mais jovens que essa marca, a teoria postula a percepção de que tais buracos negros vieram de uma outra explosão – não uma supernova, mas sim algo anterior, como o Big Bang.

A teoria traz mais um possível elemento de estudo para buscar uma compreensão mais detalhada do começo do nosso universo.

Como o nome já denuncia, buracos negros supermassivos são para os buracos negros normais o que um bodybuilder usuário de anabolizantes é para uma pessoa no começo da vida fitness: uma apelação sem precedentes de tamanho, força e massa. Os supermassivos menores são milhões de vezes mais densos que o Sol, enquanto os mais notáveis – comumente encontrados no centro de galáxias imensas – facilmente ultrapassam a casa das centenas de bilhões de massas solares.

A busca por eles não é tão complicada: considerando o tempo que eles tiveram para engolir corpos celestes, gases, nuvens e outros objetos no espaço, boa parte das observações astronômicas têm algum impacto de algum buraco negro supermassivo – se ele não for o objeto direto da busca, então as equações para outros corpos devem levá-los em consideração.

Boa parte deles é tão antiga, inclusive, que astrônomos já identificaram pelo menos 200 que estavam aqui, literalmente, desde antes do mundo ser mundo – um deles estava em plena atividade quando o universo tinha “só” 700 milhões de anos.

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