
Segundo nosso conhecimento atual, buracos negros se formam a partir de explosões estelares – também conhecidas como “supernovas”. Entretanto, uma nova teoria aposta na hipótese de que os buracos negros supermassivos – versões gigantescas de seus primos tradicionais – surgiram, na verdade, junto do Big Bang, e trazem consigo elementos do início do universo.
A ideia tem fundamento científico, considerando que nós já sabemos que alguns buracos negros supermassivos se formaram quando o universo ainda era bem jovem – alguns já existiam antes dele completar um bilhão de anos. Considerando que muitas estrelas são consideravelmente mais jovens que essa marca, a teoria postula a percepção de que tais buracos negros vieram de uma outra explosão – não uma supernova, mas sim algo anterior, como o Big Bang.
A teoria traz mais um possível elemento de estudo para buscar uma compreensão mais detalhada do começo do nosso universo.
Como o nome já denuncia, buracos negros supermassivos são para os buracos negros normais o que um bodybuilder usuário de anabolizantes é para uma pessoa no começo da vida fitness: uma apelação sem precedentes de tamanho, força e massa. Os supermassivos menores são milhões de vezes mais densos que o Sol, enquanto os mais notáveis – comumente encontrados no centro de galáxias imensas – facilmente ultrapassam a casa das centenas de bilhões de massas solares.
A busca por eles não é tão complicada: considerando o tempo que eles tiveram para engolir corpos celestes, gases, nuvens e outros objetos no espaço, boa parte das observações astronômicas têm algum impacto de algum buraco negro supermassivo – se ele não for o objeto direto da busca, então as equações para outros corpos devem levá-los em consideração.
Boa parte deles é tão antiga, inclusive, que astrônomos já identificaram pelo menos 200 que estavam aqui, literalmente, desde antes do mundo ser mundo – um deles estava em plena atividade quando o universo tinha “só” 700 milhões de anos.
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