
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a Terra ganhou uma ‘minilua’ durante um breve período, que começou em 29 de setembro e se encerra nesta segunda-feira (25).
Esse companheiro temporário trata-se de um asteroide com apenas 10 metros de diâmetro chamado 2024 PT 5 (tão pequeno que esses quase dois meses de atração gravitacional entre os corpos não foram suficientes para uma volta completa ao redor do planeta).
Durante esse tempo, cientistas espalhados pelo mundo aproveitaram para investigar o objeto “de perto” – apesar de algo a quase quatro milhões de quilômetros não parecer tão próximo, em termos astronômicos, é uma distância curta.
Um dos estudos, disponível no servidor online de pré-impressão arXiv e já aceito para publicação pela revista Astronomy & Astrophysics, sugere que a ‘minilua’ pode ser um pequeno pedaço da Lua, o único satélite natural permanente da Terra. Esse fragmento, segundo a pesquisa, teria sido ejetado durante alguma colisão violenta há milhões de anos.
Inicialmente, quando o objeto foi detectado pela primeira vez, ele foi identificado como pertencente ao cinturão de asteroides Arjuna, um grupo de rochas espaciais que seguem órbitas semelhantes à da Terra. Eventualmente, membros desse grupo se tornam ‘miniluas’ temporárias do nosso planeta, por períodos variados – alguns, de curta duração (como no caso recente), enquanto outros podem levar até 20 anos.
Observações da passagem próxima revelaram que a luz proveniente da rocha espacial parecia muito semelhante à emitida por materiais catapultados da Lua durante impactos de meteoritos. Entre os autores deste estudo estão os irmãos astrônomos que descobriram a ‘minilua’ 2024 PT5, Carlos de la Fuente Marcos e Raúl de la Fuente Marcos, da Universidad Complutense de Madrid, na Espanha.
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