
No final do ano passado, um pequeno asteroide chamado 2024 PT5 adentrou a órbita próxima da Terra e ficou conhecido como a “minilua provisória” do nosso planeta. O objeto, até então desconhecido, tornou-se tema de diversas pesquisas. Mas ele não é único: um novo estudo sugere que a Terra pode abrigar pelo menos seis “miniluas” a qualquer momento.
Uma minilua surge quando um objeto colide com a Lua e gera detritos espaciais. A maior parte deles é muito pequena e acaba sendo atraída pelo Sol. No entanto, uma pequena fração pode ser capturada pela gravidade da Terra (embora, eventualmente, também siga em direção à estrela no centro do Sistema Solar). Essas colisões ocorreram há milhares de anos e deixaram fragmentos espalhados pelo espaço.
Um estudo anterior sugeriu que a maioria desses objetos vem do cinturão de asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter, mas uma pesquisa recente publicada na Icarus ampliou as possibilidades.
O objeto Kamo’oalewa, por exemplo, identificado em 2016, é um fragmento da Lua desprendido entre 1 milhão e 10 milhões de anos atrás, durante a colisão que formou a cratera Giordano Bruno.
De acordo com Robert Jedicke, pesquisador da Universidade do Havaí e principal autor do estudo, em entrevista ao Space.com, o processo é “como uma espécie de dança quadrilha, em que os parceiros trocam de posição regularmente e, às vezes, saem da pista de dança por um tempo”.
A pesquisa de Jedicke estimou quantas miniluas podem existir. Uma simulação revelou que, em média, 6,5 satélites lunares podem estar orbitando a Terra simultaneamente. Esses objetos são transitórios: se fossem contados hoje e novamente daqui a um ano, alguns já seriam diferentes.
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