
O terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o leste da Rússia no final de julho foi considerado o sexto mais forte da era moderna. O tremor provocou tsunamis de até quatro metros de altura que atingiram a costa russa, além de ondas menores em outros países.
O evento foi tão forte que também desencadeou a erupção do vulcão Klyuchevskoi, localizado na península de Kamchatka. Uma semana depois, pelo menos outras cinco erupções foram registradas em território russo.
De acordo com a Live Science, as erupções dos vulcões Shiveluch, Bezymianny, Karymsky, Avachinsky e Krasheninnikov também foram causadas pelo terremoto e continuam até hoje. Todos eles estão localizados no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, a maior zona sísmica e vulcânica do mundo.
Segundo os cientistas, a recente onda de erupções simultâneas não é algo fora do comum. O estresse no solo causado pelo forte abalo sísmico da semana passada teria facilitado a passagem do magma até a superfície.
A boa notícia é que a região afetada conta com pouca presença de populações humanas. No entanto, as erupções podem representar um risco para os aviões, por exemplo. Além disso, o Ministério de Situações de Emergência da Rússia alertou que o vulcão Mutnovsky também pode entrar em erupção nos próximos dias.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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