Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Terremotos no Japão: como o país impediu um desastre ainda maior

Terremotos no Japão: como o país impediu um desastre ainda maior

A série de terremotos que atingiu o Japão na segunda-feira (1) já superou os 70 mortos e 300 feridos. Estradas bloqueadas e destruídas, possíveis deslizamentos e falta de água em algumas localidades se somam aos destroços.

O terremoto desta semana alcançou 7,6 na escala Richter, sendo um dos maiores desde o grande tremor de 2011 no país. Na ocasião, o abalo sísmico foi seguido de um tsunami e provocou o desastre nuclear de Fukushima, deixando mais de 20 mil mortos.

Apesar da destruição causada pelos tremores recentes, que voltaram a acontecer na terça-feira (2), o Japão é um dos países mais preparados para os abalos sísmicos, incluindo rotas de evacuação e exigências de arquitetura. Tudo isso ajudou a prevenir uma tragédia ainda maior.

O Japão não consegue se prevenir dos abalos sísmicos em si, mas tem um conjunto de medidas que impede uma destruição maior, como a que aconteceu em 2011 ou em outros países, como os tsunamis da Indonésia (em 2018, deixando mais de 2 mil mortos) e do Sri Lanka (em 2004, com mais de 35 mil mortos).

Em entrevista à agência de notícias italiana Ansa, Pietro Moscardini, gerente de desastres e ex-bombeiro da Defesa Civil que já participou de 16 missões (incluindo a do Sri Lanka), analisou que o país enfrenta danos muito menores do que outros lugares que passaram por situações semelhantes.

Ele atribui isso ao sistema de alertas japonês, à prontidão da ação e à arquitetura, que cria uma barreira natural e reduzem o risco de mortes e destruição.

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