
Pesquisadores localizaram uma série de objetos reais do século XVI em um local bastante inusitado. O tesouro estava desaparecido desde 1939, durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi escondido em uma parede secreta na Catedral de Vilnius, capital da Lituânia.
Segundo a equipe responsável pela descoberta, a coleção conta com coroas, correntes, medalhões, anéis, cetros e tábuas de caixão. Insígnias sugerem que estas peças pertenciam à monarquia, mais especificamente a Alexandre Jagiellon (Grão-Duque da Lituânia e Rei da Polônia), Isabel da Áustria e Barbara Radziwiłl (as esposas de Sigismundo II Augusto, um dos sucessores de Jagiellon).
O tesouro foi encontrado pela primeira vez em 1931, quando uma enchente danificou a cripta da catedral e revelou os sarcófagos dos três membros da realeza. No entanto, despareceu poucos anos depois. Desde então, a coleção estava sendo procurada a partir de instruções deixadas em documentos de 1939.
Os pesquisadores explicam que as dinastias Jagiellon e Habsburgo estavam entre as famílias mais poderosas da Europa, e inauguraram o Renascimento polonês. Com o início da Segunda Guerra Mundial e a ameaça de invasão ao território da atual Lituânia, a administração da Catedral de Vilnius optou por tentar preservar o seu acervo de maior valor.
Por isso, o tesouro foi murado em um nicho de parede escondido sob uma das escadarias do santuário. Depois que o país recuperou a sua independência no pós-Guerra, foram feitas várias tentativas de recuperar os artefatos. A Arquidiocese de Vilnius chegou a abrir as suas portas para receber diferentes instituições estatais e especialistas que tentavam encontrar os objetos, mas as buscas não tinham tido sucesso até agora.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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