
Um tesouro romano exibido no Museu de Yorkshire, no Reino Unido, sempre intrigou os historiadores. O material foi doado à instituição em meados do século XIX por Thomas Gott, comerciante de ferro e que foi Comissário de Melhorias de Knaresborough. No entanto, ele nunca revelou como encontrou as relíquias da era romana. Agora, pesquisadores da Universidade de Newcastle desvendaram esse mistério.
O estudo sugere que o tesouro teria sido encontrado em uma área pantanosa perto de Farnham, no Vale de Mowbray, a três quilômetros ao norte da cidade inglesa de Knaresborough. Esse vale era atravessado por duas importantes estradas no período romano. Perto delas, existiam moradias de famílias abastadas. Por isso, é possível que o tesouro tenha vindo de alguma dessas casas.
O motivo pelo qual os itens foram escondidos em um pântano ainda não é claro, mas algumas hipóteses apontam questões espirituais ou o simples desejo de tirar essas peças da vista de ladrões ou torná-las irrecuperáveis.
Uma análise de fluorescência de raios X confirmou a composição das ligas e revelou que vários dos objetos tinham sinais de reparos, reforçando a ideia de que eram feitos de um material valioso.
O papel de Thomas Gott na descoberta do tesouro também foi analisado pelos pesquisadores. Acredita-se que o comerciante conhecia Frederick Hartley, que, além de ser membro da Comissão de Melhorias de Knaresborough, era o agente e administrador de propriedades perto de Farnham pertencentes ao Sir Charles Slingsby.
Slingsby encomendou um trabalho para melhorar a drenagem em uma parte pantanosa de suas terras em 1864, e teria sido neste momento que o tesouro foi achado. Hartley teria mantido uma peça e entregado o restante a Gott, que então doou a maioria da coleção ao Museu de Yorkshire em 1964. Uma segunda parte da coleção foi entregue 13 anos depois.
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