
Principal projeto da Agência Espacial Europeia (ESA) para o transporte de cargas superpesadas, o foguete Ariane 6 está em desenvolvimento desde 2014 para substituir o renomado Ariane 5. Após uma série adiamentos do lançamento, originalmente planejado para 2020, o veículo parece estar próximo de, finalmente, voar pela primeira vez.
Antes, no entanto, ele vai passar por testes importantes, como o “ensaio molhado” concluído na terça-feira (24). Durante mais de 30 horas, três equipes operaram em turnos de 10 horas cada, preparando o caminho para o tão aguardado voo inaugural.
O procedimento foi conduzido por uma equipe de especialistas da ESA, do Centro Nacional de Estudos Espaciais da França (CNES), da Arianespace e do ArianeGroup, no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.
Este teste, denominado CTLO2.1, marcou o terceiro ensaio completo do lançamento do Ariane 6 e teve o objetivo de aumentar a robustez do sistema de lançamento e testar os procedimentos de segurança de emergência com interrupções na contagem regressiva causadas por anomalias simuladas.
Toda a equipe executou esta contagem regressiva do CTLO2.1 quase na perfeição. Foi uma operação muito longa, mas as equipes dedicadas e os esforços empregados alcançaram um sucesso completo. Bravo a todos os envolvidos.
O Ariane 6 utiliza oxigênio e hidrogênio líquidos como combustível. Esses líquidos de alta potência são excelentes combustíveis, mas precisam ser resfriados a temperaturas extremas, abaixo de -250°C, tornando-os perigosos de se trabalhar. Nessas temperaturas, os líquidos se expandirão instantaneamente se aquecerem, podendo provocar condensação ou até mesmo formação de gelo no foguete à medida que esfria na umidade tropical circundante.
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