
Uma equipe de pesquisadores conseguiu desenvolver uma tinta capaz de repelir o calor, durar séculos e ainda por cima ser ultraleve. Ela é inspirada nas asas de borboleta e não depende de pigmentação para ter diversas tonalidades.
Apesar de ser revolucionária, a tinta plasmática ainda foi produzida apenas em laboratório e sua produção comercial e em massa está longe de acontecer. Mas na pesquisa publicada na Science Advances, os cientistas relataram já ter conseguido produzir diversas cores com a nova tecnologia e que podem ser facilmente ampliadas, o que é o próximo passo do estudo.
Uma das vantagens da tinta plasmônica é que ela é capaz de refletir luz infravermelha, ou seja menos calor é absorvido e as estruturas que possuem sua superfície coberta com ela, acabam por ficar mais frias.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia é capaz de manter as superfícies 13 a 16 graus Celsius mais frias do que as tintas convencionais.
Mais de 10% da eletricidade total nos Estados Unidos vai para o uso do ar-condicionado. As promessas de tinta plasmônica de diferença de temperatura levariam a uma economia significativa de energia. Usar menos eletricidade para resfriamento também reduziria as emissões de dióxido de carbono, diminuindo o aquecimento global.
Nas tintas convencionais, para cada cor é necessário produzir um tipo de pigmento. Elas funcionam de forma que as moléculas absorvem determinada cor do espectro de luz e refletem outra.
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