Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Todos os eclipses solares serão “anéis de fogo” no futuro; entenda

Todos os eclipses solares serão "anéis de fogo" no futuro; entenda

Neste sábado (14), quase um bilhão de pessoas em grande parte do continente americano poderão assistir à passagem da Lua entre o Sol e a Terra criando um verdadeiro espetáculo celeste: o eclipse solar – evento que será transmitido ao vivo pelo Olhar Digital.

Em algumas localidades, o fenômeno vai formar um “anel de fogo” no céu, inclusive em uma estreita faixa do Norte e Nordeste do Brasil – sendo por isso chamado de eclipse solar anular.

Durante os eclipses anulares, o Sol não é completamente escondido pela Lua (como acontece em um eclipse total). Isso porque esses eventos ocorrem quando ela está mais distante da Terra, aparecendo bem menor do que o astro no céu. 

No caso do eclipse desta semana, a Lua terá atingido o ponto mais distante da Terra (conhecido como apogeu) quatro dias antes, na terça-feira (10), ainda estando em uma posição longe o suficiente do planeta para formar o aro.

A distância da Lua em relação à Terra varia porque sua órbita não é perfeitamente circular – é ligeiramente oval, traçando um caminho conhecido por elipse. À medida que ela atravessa esse caminho elíptico ao redor do planeta a cada mês, sua distância varia entre 356.500 km no perigeu (aproximação máxima) e 406.700 km no apogeu.

Segundo o site Space.com, entre julho de 1969 a dezembro de 1972, os astronautas do Programa Apollo deixaram uma série de refletores a laser na superfície da Lua. Desde então, os astrônomos na Terra têm rebatido rotineiramente lasers desses refletores. 

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